sábado, 14 de maio de 2011

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Anita querida,

Tirei o dia para enviar cartas que escrevi há um tempo, mas que não havia enviado (não sei o porquê). Houveram mudanças bruscas entre o dia a escrevi (05/08/2010) e o dia de hoje, mas eu não podia deixar ela perdida em meio aos montes de papéis que não têm significado digno de lembranças. Esta carta era para você, que atura minhas inutilidades, então aqui está:

Não teve Tampico,
Nem bolo de cenoura com cobertura de chocolate,
Nem sorriso da Maria,
Nem abraço do meu guri,
Nem mensagem de boa noite do meu bem,
Nem telefonema da mamãe,
Nem nota boa na prova de política,
Nem Brasil hexacampeão,
Nem por-do-sol da praia,
Nem Pico Alto,
Nem cheirinho de roupa limpa,
Nem massagem nas mãos,
Nem derrubar lagartixa da parede com água da mangueira,
Nem ir pro teatro,
Nem mudar o corte de cabelo,
Nem smirinoff ice,
Nem show da Mafalda,
Nem você, Anita,
Nem o som da gaita do Engenheiros,
Nem nada me faria feliz no dia que ela descobriu que era eu. Gritou saudade.

Até breve.

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